Segunda-feira, 10 de Outubro de 2011

Símbolos da filosofia

A ave de Atena, o mocho, é um desses símbolos. O mocho, com o seu olhar penetrante e observador perante o que o rodeia, representa o saber filosófico e também o papel do filósofo. O filósofo é como o mocho, vê atento o que o rodeia e vê sobretudo aquilo que os outros não conseguem ver. Segundo Hegel, o mocho levanta voo somente ao anoitecer e é pela calada da noite que observa tudo. Assim, a filosofia só pode reflectir sobre o que já aconteceu. Platão admite que a experiência no indivíduo é algo de muito importante pois quanto mais tarde exercermos mais vivências temos e mais justos somos. Dois exemplos: o caso do juiz e do filósofo, em que o filósofo só começa verdadeiramente a filosofar aos 40 anos e o juiz só deveria exercer depois dos 28 anos, pois um jovem inexperiente não tem maturidade nem saber suficiente para poder julgar acontecimentos da vida de outrem dos quais ele não sabe nem nunca passou por tal facto. A experiência de vida é muito importante pois a vida não se resume apenas a teorias.
Outro símbolo da atitude filosófica é a escultura de Rodin denominada ‘O pensador’. O pensador está sentado, com o queixo apoiado no punho direito, com o braço esquerdo descaído sobre o colo e a olhar para si mesmo (introspecção). Esta escultura reflecte o facto de o Homem ser um ser reflexivo, em que é ele que é o seu próprio espelho, ou seja, o ser humano tem essa capacidade: vê-se a si mesmo enquanto sujeito e objecto. Ele sai de si, põe-se diante si e reflecte. O ser humano é um ser auto-iluminado, isto é, ilumina-se a si mesmo, ao contrário dos animais que “têm consciência, mas não têm consciência da consciência”.

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