quarta-feira, 28 de abril de 2010

Fantasias


Perco-me na solidão sem saber bem porquê e os meus vagos pensamentos vão em direcção ao meu coração. Um coração à parte, vazio de ideais, de valores e de memórias. Esqueço o que sei, concentrando-me apenas na beleza do saber que me envolve, ou não estarei eu a recordar? Uma dúvida não paira mais na minha alma, apenas pairam respostas e leis que confinam à minha vida um adjectivo curto e seco. O saber, o amar, nada importa mais do que o viver. Será tudo isto verdadeiro? Mergulho novamente no baú dos meus pensamentos e apenas vejo um... aquele que se prolonga e se estende por toda a minha infância. No seio da humildade criam-se laços de amor e amizade; valores se entranham sem nunca quererem sair. Surge, então, uma nova pergunta, responde-se com uma nova palavra ou porventura com uma definição rebuscada para ninguém compreender o seu defeito. Valores morais desenvolvem-se tal como o nosso corpo, quando dermos por nós estamos num enrolar de emoções a recordar na ausência de viver. Sons assustam-nos, imagens provocam-nos, apenas a luz nos consola com a sua autenticidade.

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